quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Os bichinhos de estimação

     Para quem não sabe eu sou uma bicheira desde que criancinha. Não me lembro da minha vida sem meus fiéis escudeiros animais de estimação. Quando eu e o Rodrigo fomos morar juntos ele não queria bicho nenhum em casa. Ele ao contrário de mim cresceu sem grande proximidade com cães, gatos e assemelhados. Era ele em casa e os bichos na rua. Eu a princípio concordei em não ter nenhum animalzinho, mas no dia seguinte que estávamos morando junto tive uma crise de choro e disse pra ele que pra mim era inviável viver sem nenhum dos meus bichinhos. Assim, ele concordou comigo que eu buscasse um deles na casa da minha mãe e do meu pai. Nossas opções na época eram a Téia, uma gata furiosa que eu tinha, a Whoopi, minha labradora amada, e a Sophia, minha gata siamesa oriental que  eu ganhei da minha mãe quando fiz 15 anos. Entramos em um acordo e levamos a Sophia para morar conosco que era a mais apegada a mim e eu a ela (sempre dormimos junto desde quando ela chegou). 
     Essa foi a decisão mais sábia que eu tomei, pois a Sophia conquistou o Rodrigo e quando ela morreu já bem velhinha com 15 anos, foi ele quem quis um bichinho de estimação. Então eu peguei a Marie, uma gata vira lata linda, que tinha 4 meses e o Rodrigo o Sid, um vira lata extremamente abusado e exibido recém nascido. O Sid é um dos grandes amores do Rodrigo, ele tem certeza que é filho dele. 
     Quando o Sid e a Marie já estavam com uns 2 anos chegou a Violeta e a vida deles e a nossa mudou radicalmente. Quando eu estava grávida acostumamos eles a não dormirem na nossa cama, o que foi uma decisão muito acertada para a Violeta não correr riscos. Depois que a Violeta chegou em casa as reações foram engraçadas o Sid cheirou ela e teve uma crise de espirros (por mais irônico que isso pareça) e a Marie sempre teve cuidado com ela. O Sid no início teve mais dificuldade porque se irritava com o choro, já a Marie ouve ela chorando e vem correndo pra saber o que está acontecendo.
     Agora que a Violeta já tá maiorzinha ela quer brincar com eles e eles fogem dela (eu também fugiria), quando ela consegue chegar neles é pra arrancar um tufo de pelos. Aos poucos os três estão criando uma relação entre eles, entre puxões de pelos, algumas abocanhadas só pra impor limites, eles vão se acertando e criando um convívio gostoso e extremamente afetivo!
      Os outros bichinhos de estimação que a Violeta tem são os da casa da minha mãe. A Rita Lee, uma gata vira lata ruiva, a Oprha, uma labradora que minha mãe deu pra Violeta e têm exatamente a mesma idade que ela, e o Oswaldir, um gato vira lata que pensa que é um lord e é o grande brinquedo da Violeta na casa da vovó.
     O Oswaldir desde que a Violeta nasceu se interessou por ela. Quando ela era bem pequeninha ficava no carrinho e o Osvaldir do lado, a labradora chegava enlouquecida perto e ele dava uns tabefes pra que ela não se aproximasse demais. Agora a Violeta chega lá e ele senta do lado para ter os pelos arrancados e o rabo puxado, as vezes dá uma miada como quem diz "para guria", mas a Violeta não tá nem aí resmunga de volta e ele se afasta um pouquinho e fica sacudindo o rabo, ela não alcança pra pegar, mas dá gargalhadas. Quando a Violeta apurrinha demais ele sai e volta 10 minutos depois para o lado dela. Acho que o primeiro grande amigo da Violeta é um gato vira lata que tem certeza que é gente e tem que cuidar dessa pequeninha!
      Eu acho que o grande segredo da construção dessa relação é no início dar limites para que os bichos entendam que essa pessoinha tem prioridade na casa e deixar que eles cheguem perto, que cheirem, que reconheçam o bêbe. O Sid cada vez que a Violeta chega em casa cheira ela toda (acho que pra saber por onde ela andou), mas eu sempre deixei que chegassem perto, claro que com a supervisão de um adulto e hoje eles estão se entendendo muito bem. Aos poucos também tento ensinar a Violeta, conforme ela vai crescendo que algumas brincadeiras não são legais, que não pode machucar,  e os próprios bichos e ela vão aos poucos mostrando uns para os outros os limites de aproximação e das brincadeiras criando um relacionamento único entre eles.

 Sid se esquentando na bunda da Violeta

 Posando para foto

 E todo mundo brinca junto!
Amigo que é amigo troca as fraldas junto!

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