Quando se tem filho descobrimos que ser mãe é muito mais do que a gente sempre imaginou. É uma prática diária de desapego, de doação de constante carinho e amor, de superação de todos os nojinhos que antes tínhamos, enfim é um divisor de água na vida de qualquer mulher. O engraçado é que a mudança na vida acontece de um dia para o outro: um dia se está grávida, no outro dia se é mãe e é assim sem cuspe! Por mais que a mulher passe nove meses se preparando para isso chega na hora haga e do nada simplesmente a gente se torna mãe. Responsável por aquele micro serzinho indefeso inteiramente dependente de ti. Essa é uma das transições mais repentinas, estranhas e difíceis de explicar pelas quais alguém pode passar.
Acho que num primeiro momento a mudança é tão grande que a gente vai meio que sendo levado pela onda. Assumindo aquele mundo de responsabilidade e instintivamente tomando as rédeas da situação, se munindo de toda as iniciativas que você precisa para dar segurança e de fato se responsabilizar pelo seu mais novo objeto de afeição, aliás afeição essa que você jamais sentiu por nada nem ninguém no mundo: o seu pequeno rebento. Obviamente não sei se é assim pra todo mundo, mas para mim pelo menos foi.
Eis que passado esse período inicial de adaptação a essa nova vida você começa a se dar conta que é mãe. Antes você só tinha sido filha/filho, agora é mãe. E são em pequenas coisas cotidianas que percebemos: sim, sou mãe.
Algumas semanas atrás tive mais uma prova completa desse "sim, sou mãe". Violeta estava resfriadinha. No meio da noite pediu para passar para a minha cama, eu deixei e percebi que ela estava com febre. Dei um antitérmico e fomos dormir. Luzes apagadas e Violeta se remexia de um lado para o outro. Eu pensei que era o nariz entupido. Coloquei remédio para o nariz. A pequena seguia se mexendo de um lado para o outro. Eu estava com tanto sono que apesar de todo o remelexo acabei pegando levemente no sono. Não deve ter passado de dois minutos de sono e eis que sou despertada da forma mais abrupta de toda a minha vida. Violeta vomitou na minha cara, no meu cabelo.
Levei um tremendo susto ( e pasmem, não vomitei de nojinho), mas a pobre pequena chorava de mais susto, de incomodo. Acordei meu marido (que continua entrevado com a hérnia de disco), ele abraçou ela enquanto eu fui no banheiro. Lavei o rosto, voltei a enxergar e prendi o cabelo todo vomitado.
Voltei para o quarto ajudei o marido entrevado a se levantar e sentar num banquinho. Limpei a Violeta e troquei o pijaminha dela. Coloquei a fofa no colo do Papi. Troquei toda a roupa de cama, depositei os dois de volta na cama e fui tomar um agradável banho em plena madrugada. Lá no meio do banho eu pensei: pois então... de fato eu sou mãe!
Ela argumenta!
face to face
Assim nos organizamos no sofá



Ameeeeeiiiii!!!! Mais pura verdade!!!
ResponderExcluirSaudades de vocês!!! ♥